segunda-feira, 16 de março de 2009

Instituto Conselheiro Ayres

Alguns de nós estamos, provisoriamente, aqui http://icartes.wordpress.com/ venha nos visitar!

sábado, 21 de fevereiro de 2009

CONVITE


No dia 27 de fevereiro às 19 horas na Capela do São Vicente de Paulo (Praça Hercílio Lima, 95) será celebrada uma Missa pelos 4 anos de falecimento de D. Luigi Giussani, fundador do Movimento Católico de Comunhão e Libertação (www.cl.org.br).


Você está convidado.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

AGORA FALTA POUCO...

Dentro de poucos dias as novidades anteriormente anunciadas estarão em prática... teremos outro endereço e pretensões maiores!

Até!

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

AGUARDEM

Em breve teremos novidades... talvez com outro endereço, mas, será o aprofundamento da experiência de Grupo de Estudo que desenvolvemos nos últimos 6 meses.

Enquanto isso - FELIZ NATAL!



(Adoração dos três reis magos - André Mantegna)

sábado, 21 de junho de 2008

21 de Junho - Dia de São Luís Gonzaga








No mês de junho é comemorado o dia de São Luís Gonzaga. Não preciso comentar sobre a importância deste nome para os festejos juninos em nosso país, por causa do Rei do Baião. Mas, além disso, a história do santo (e não do forrozeiro) é belíssima também e, resolvi, depois de um grande tempo sem postar nada, compartilhar com vocês a história deste santo.

Bom, não sei se as participações efetivas nos festejos juninos deixarão que eu volte aqui para postar outras coisas, mas, fica aqui a minha alegria em estar no sertão depois de quase sete anos de ausências no mês de junho nestas bandas...

Vejam o que escrevi aqui no ano passado: http://catingueiros.blogspot.com/2007/06/ah-ms-de-junho-confisses-de-um-exilado.html

Agora, fiquem com a história de São Luís Gonzaga:

Luís nasceu no dia 9 de março de 1568, na Itália. Foi o primeiro dos sete filhos de Ferrante Gonzaga, marquês de Castiglione delle Stiviere e sobrinho do duque de Mântua. Seu pai, que servia ao rei da Espanha, sonhava ver seu herdeiro e sucessor ingressar nas fileiras daquele exército. Por isso, desde pequenino, Luís era visto vestido como soldado, marchando atrás do batalhão ao qual seu pai orgulhosamente servia.

Entretanto, Luís não desejava essa carreira, pois, ainda criança fizera voto de castidade. Quando tinha dez anos, foi enviado a Florença na qualidade de pajem de honra do grão-duque de Toscana. Posteriormente, foi à Espanha, para ser pajem do infante dom Diego, período em que aproveitou para estudar filosofia na universidade de Alcalá de Henares. Com doze anos, recebeu a primeira comunhão diretamente das mãos de Carlos Borromeu, hoje santo da Igreja.

Desejava ingressar na vida religiosa, mas seu pai demorou cerca de dois anos para convencer-se de sua vocação. Até que consentiu; mas antes de concordar definitivamente, ele enviou Luís às cortes de Ferrara, Parma e Turim, tentando fazer com que o filho se deixasse seduzir pelas honras da nobreza dessas cortes.

Luís tinha quatorze anos quando venceu as resistências do pai, renunciou ao título a que tinha direito por descendência e à herança da família e entrou para o noviciado romano dos jesuítas, sob a direção de Roberto Belarmino, o qual, depois, também foi canonizado.

Lá escolheu para si as incumbências mais humildes e o atendimento aos doentes, principalmente durante as epidemias que atingiram Roma, em 1590, esquecendo totalmente suas origens aristocráticas. Consta que, certa vez, Luís carregou nos ombros um moribundo que encontrou no caminho, levando-o ao hospital. Isso fez com que contraísse a peste que assolava a cidade.

Luís Gonzaga morreu com apenas vinte e três anos, em 21 de junho de 1591. Segundo a tradição, ainda na infância preconizara a data de sua morte, previsão que ninguém considerou por causa de sua pouca idade. Mas ele estava certo.

O papa Bento XIII, em 1726, canonizou Luís Gonzaga e proclamou-o Padroeiro da Juventude. A igreja de Santo Inácio, em Roma, guarda as suas relíquias, que são veneradas no dia de sua morte. Enquanto a capa que são Luís Gonzaga usava encontra-se na belíssima basílica dedicada a ele, em Castiglione delle Stiviere, sua cidade natal.


Retirado do site: http://www.paulinas.org.br/diafeliz/santo.aspx?Dia=21&Mes=6

segunda-feira, 28 de abril de 2008

SER OU NÃO SER... EIS A QUESTÃO







Este blog vive uma crise existencial...

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

UMA BREVE "HISTÓRIA" DA ÓPERA - Parte IV




INOVADORES III


VERDI (1813-1901) certamente é o mais popular compositor de óperas que já existiu, sua obra é das mais representadas no mundo até hoje.

O repertório verdiano é extenso Nabucco, Rigoletto, A Força do Destino, Aída, Otello etc.

Neste texto, tratarei, também brevemente, sobre La Traviatta (libreto de Francesco Maria Piave), motivado por estas palavras de Carpeaux: “Pois Verdi subordina a arte à expressão dramática, que virou brutal porque o compositor é fundamentalmente realista. (...) Verdi simpatiza sobretudo com as vítimas, os humilhados e os ofendidos...” (CARPEAUX: 2001, 341).

Talvez por conta deste realismo, La Traviatta, a primeira das óperas realmente realistas de Verdi, não obteve uma boa recepção inicial por parte do publico.
Violetta heroína de La Traviatta (A Extraviada) é uma cortesã sustentada por um barão. Alfredo um jovem apaixona-se por Violetta e, depois de um encontro desastroso numa festa, acabo por encontrar coragem para declarar-se efetivamente após o isolamento da extraviada devido a uma crise de tuberculose.

Passam alguns meses juntos em uma casa no campo, devido a uma viagem de Alfredo, o pai deste aparece e solicita de Violetta a renuncia ao amor de seu filho. Afinal de contas, ela é uma cortesã e com isso Alfredo não poderá ter espaço na “sociedade parisiense da época”.Ela aceita o sacrifício e, ao voltar da viagem, Alfredo encontra uma Violleta chorosa que o abandona deixando somente uma carta para o abobado Alfredo que, do meio da sua incompreensão, desconfia que o afastamento de sua amada foi devido a uma traição.

Ao encontrar Violetta novamente em Paris, aparentemente refeita de sua enfermidade, atira-lhe na cara uma quantia de dinheiro como pagamento pelo tempo que passaram no campo. É uma momento intensamente triste de “presenciar”.

No último ato, encontramos Violetta doente e em estágio terminal, abandonada por todos, ela reencontrar Alfredo que descobri a verdade sobre a separação (revelada pelo próprio pai) e, neste momento de encontro e alegria, Violetta morre nos braços de seu amor.

Com La Traviatta, Verdi coloca o realismo em foco. Ao apresentar uma prostituta tísica condenada a indiferença social como heroína, Verdi traz a ópera para o mundo cotidiano, para o dia a dia dos problemas humanos. O contraste entre os salões burgueses da Paris do século XIX e do quarto onde vive a prostituta abandonada, arrependida de sua vida de pecados e à beira da morte são acompanhados por uma música que busca revelar o artificialismo dos primeiros e a espera sussurrante da morte no segundo.

Talvez, La Traviatta não seja a melhor ópera de Verdi, no entanto, com ela temos, pela primeira vez, elementos importantes, tais como: realismo (a vida como ela é), uso do cotidiano (não mais lendas e mitos), pessoas comuns (e suas misérias), o desprezo social (destituído de sentido verdadeiro tão comum à época) e, ao fim e ao cabo, uma “reflexão” sobre o valor da pessoa.

Essa ópera é comovente!

"LA TRAVIATA", PRELUDE TO ACT I (Georg Solti)

Angela Gheorghiu - Sempre Libera - La Traviata - Verdi

Roberto Alagna - Aldredo scene (La Traviata) - 1992

Ermonela Jaho - La Traviata Finale - Live

Bravo!

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

O de sempre...






O texto sobre Verdi que eu deveria postar ontem, ficará para outro dia.

É o de sempre... final de período, muita coisa para fazer e pouca paciência!

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

UMA BREVE "HISTÓRIA" DA ÓPERA - Parte III





“Todo querer se origina da necessidade, portanto, da carência, do sofrimento”.
(Schopenhauer)


INOVADORES II



WAGNER (1813-1883) acompanha a mentalidade alemã do século XIX que busca uma glorificação de um passado germânico mítico. Deuses, heróis e lendas medievais povoam a obra deste nacionalista que busca uma música infinita.

O Navio Fantasma, Tannhäuser, Os Mestres Cantores de Nurenberg (a minha preferida), a tetratologia O Anel do Nibelungo (O Ouro do Reno, A Valquíria, Siegfried e O Crepúsculo dos Deuses), entre outras, são algumas de suas maiores criações.

Wagner está naquela “categoria” (ao lado de Mahler e Prokofiev) de compositores amados ou odiados! No entanto, a história da ópera, pode ser dividida entre antes e depois dele.



Da significativa obra de Wagner, nos deteremos somente em Tristão e Isolda (com libreto do próprio compositor), uma lenda céltica sobre um jovem casal que vive uma paixão proibida.

Tristão é encarregado por seu tio, o rei Marcos, a conduzir Isolda da Cornualha até a Bretanha para que possam casar-se. No caminho, Tristão e Isolda que já estavam enamorados tomam uma porção mágica do amor que potencializa, ainda mais, o sentimento dos dois.

No entanto, Isolda está prometida ao rei Marcos e tem que realizar este casamento. À noite, após a “indesejada” festa de núpcias, Tristão encontra Isolda e não resistem à paixão e são flagrados abraçados. Marcos não aceita a traição de seu sobrinho, mas, mesmo assim, impede que seu criado Melot mate Tristão.

Tristão ferido consegue fugir para seu palácio e a ausência de seu amor, leva-o ao desespero e ao desejo de morte. Neste momento, Isolda chega de navio e Tristão morre em seus braços.

Aparece o rei Marcos que descobriu a história da porção do amor e deseja perdoar os amantes. Isolda, desesperada, canta o seu cantar final:

“No esplendor de uma luz imortal, extasiada me perco e me regozijo!”

Essa ópera apresenta uma tradicional lenda medieval cheia de espiritualidade, enganos, honra, magia, filosofia schopenhauneana, amor místico e a música mais vertiginosa já escrita até então.

domingo, 4 de novembro de 2007

Richard Wagner Tristan und Isolde Solti.

Abertura!

Richard Wagner Tristan und Isolde.

Jessy Norman brilhante!

sábado, 27 de outubro de 2007

Concerto Confissões ou Meditação Para o Fim de Semana

Depois do post anterior, Strella do Dia, segue mais um vídeo do Concerto Confissões, proposto por Mim, Petrônio Joabe e Lana Sheila. O Concerto reúne excertos do livro Confissões de Agostinho. Neste vídeo, é possível ouvir um excerto do livro mais um belíssimo prelúdio de Bach executado a dois violões.
Oxalá, seja um belo "prelúdio", mesmo, para o fim de semana para todos. Boa audição.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Santa Maria Strella do Dia


Da série de cantigas atribuídas a Afonso X, El Sábio. Esta é a cantiga de número 100, em que o poeta pede a Virgem para mostrar-lhe o caminho a Deus e que Ela seja a sua guia. Aqui, uma releitura com viola de 10, violoncelo, voz e pandeirola. Abaixo, seguem os versos.

Cantiga 100

[Esta é de loor.]

Santa Maria, strela do dia,
mostra-nos via pera Deus e nos guia.

Ca veer faze-los errados
que perder foran per pecados
entender de que mui culpados
son; mais per ti son perdõados
da ousadia que lles fazia
fazer folia mais que non deveria.

Santa Maria, strela do dia,
mostra-nos via pera Deus e nos guia.

Amostrar-nos deves carreira
por gãar en toda maneira
a sen par luz e verdadeira
que tu dar-nos podes senlleira;
ca Deus a ti a outorgaria
e a querria por ti dar e daria.

Santa Maria, strela do dia,
mostra-nos via pera Deus e nos guia.

Guiar ben nos pod' o teu siso
mais ca ren pera Parayso
u Deus ten senpre goy' e riso
pora quen en el creer quiso;
e prazer-m-ia se te prazia
que foss' a mia alm' en tal compannia.

Santa Maria, strela do dia,
mostra-nos via pera Deus e nos guia.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

“Filósofo é tudo doido!”


Não tenho dado um bom testemunho por onde tenho andado. Prova disso é esta frase que ouvi no último sábado. Muito frequentemente, vou ao Sebo o Livreiro, do amigo Rai, ali no Beco. Com o tempo, acabei por fazer amizade com algumas garotas (Lilian e Wanna). E, nessa de ficar vasculhando, também falo, claro. E como não tenho nenhum compromisso com a coerência – e também pra descontrair o ambiente – acabo falando uma série de coisas destituídas de qualquer nexo. Uma blasfêmia aqui, uma heresia mais adiante, uma infâmia acolá. As meninas vão ouvindo. Volta e meia, perguntando: “Como é, Pai?”. Fustigado, me empolgo e ai é que eu começo a falar com muito maior eloqüência. Cito pensamentos profundos que ninguém nesse mundo leu em outra parte, faço suposições sobre a existência, teatralizo o armagedon. Pois bem. Numa dessas manhãs em que prefiro silenciar e tão somente folhear um ou outro livro (sim, muito ácaro), eis que ouço de Wanna – que não se dirigia a ninguém, apenas pensava em voz alta –: “Rapaz, filósofo é tudo doido!”. Virei-me para atentar para ela – já que, a rigor, era por minha causa que a frase fora proferida. Ao que ela disse: “É isso mesmo, Sena. Eu tava pensando naquele papo seu sobre esse tal de Dionísio. Sei não, viu?!.” Não sei exatamente o que foi que disso sobre Dionísio mas, pelo fruto, se deduz a árvore. Preferi não retrucar a Wanna. Tudo que eu dissesse seria usado contra mim. Calei e voltei aos ácaros. E comecei a dizer para mim mesmo que a humanidade é que era louca e que eu é que estava certo. Comecei a pensar sobre todos os grandes nomes que eram tidos como loucos e, no fundo, eram gênios. Comecei a pensar que, no fundo, onde ela via loucura, era lirismo; onde ela via loucura, era poesia; onde ela via loucura, eram malabarismos mentais de um pretenso halterofilista cerebral; onde ela via loucura, era uma nova proposta existencial; onde ela via loucura, era alguém que não queria ter “aquela velha opinião formada sobre tudo”. Depois parei de pensar e levantei-me do banquinho que me fora oferecido. Eu estava babando. Fiquei circulando por ali, gesticulando e falando, falando baixinho e olhando para o chão. Bati um livro de História Geral na cabeça, levemente. Babei mais um tanto. Saí porta afora, deixando um quê de perplexidade no semblante das meninas. Depois, ao invés de pegar o carro, saí voando até minha casa. Depois, teletransportei-me até a casa de meu amigo Dernival, no Vila América. Almocei. Voltei. Peguei o carro. Sintonizei numa rádio qualquer. Voltei no tempo. Escondido, fiquei ouvindo Elton Quadros. Ofereci-lhe um prestobarba. Ele me chamou de surfista prateado, eu o chamei de sofista. Ele ficou muito zangado.

Fábio Sena

UMA BREVA "HISTÓRIA" DA ÓPERA - parte II




OS INOVADORES I

Muitos são os compositores que irão contribuir para do desenvolvimento da ópera e sua linguagem, estrutura e musicalidade.

Destacaremos aqui, nesta nossa breve “história” da ópera, três deles: Mozart, Wagner e Verdi.

Nesta semana, enfocaremos o compositor da “ópera das óperas”:

MOZART (1756-1791) compôs sua primeira ópera aos 12 anos de idade. Das suas mãos surgiram obras brilhantes do repertório operístico: As Bodas de Fígaro, Cosi Fan Tutte e A Flauta Mágica.

No entanto, discutiremos aqui aquela que é considerada por muitos como a mais perfeita ópera de todos os tempos – Don Giovanni (Com libreto de Lorenzo da Ponte)!

Podemos afirmar que Don Giovanni é um resumo do gênio criador de Mozart. Nela é contada a história de um conquistador (o famoso Don Juan) que, desafiado a um duelo pelo Comendador, mata seu adversário. Com esta morte, Don Giovanni será perseguido por Otávio que pretende vingar a morte do pai de sua noiva Anna.

Na fuga, Don Giovanni, chega à aldeia de Zerlina que se prepara para casar com Masetto e corteja a jovem que só não cai nas “garras” do conquistador porque é avisada por Elvira, ex-mulher e vítima de Don Giovanni, sobre a índole de seu algoz.

Após uma série de acontecimentos burlescos (troca de papéis, seduções, serenatas, brigas) Don Giovanni chega ao cemitério gargalhando das aventuras recentes e depara-se com o fantasma do Comendador que o conclama ao arrependimento de seus atos e, ao recusar, Don Giovanni morre entre chamas.

Com a morte de Don Giovanni, as personagens restantes Elvira, Zerlina, Anna, Masetto, Leporello e Ottavio cantam em coro uma “moral da história”:


“Fique então aquele patife
Com Perséfone e Plutão
A nós todos
Oh, boa gente
Repitamos alegremente
A antiqüíssima canção
Este é o fim
De quem faz mal (...)
A morte dos pérfidos
É sempre igual à vida”.



A ópera Don Giovanni de Mozart envolve tragédia, comédia, amor, sensualidade, infidelidade, morte, paixão, lei, glutonaria e a relação indivíduo-sociedade interligados, do começo ao fim, com a música.

A orquestra “participa” do inconsciente das personagens, os cantos estão entre os mais belos, a fusão entre a música e este drama gracioso beira a perfeição.

Abaixo alguns exemplos:

Sextet from Mozart's Don Giovanni

Outro momento belíssimo!